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Prefeito Bruno Reis diz que prioridade é equilibrar circuitos antes de criar novo percurso no carnaval de Salvador

Prefeito faz balanço do carnaval de Salvador O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que, antes de discutir a criação de um novo circuito...

Prefeito Bruno Reis diz que prioridade é equilibrar circuitos antes de criar novo percurso no carnaval de Salvador
Prefeito Bruno Reis diz que prioridade é equilibrar circuitos antes de criar novo percurso no carnaval de Salvador (Foto: Reprodução)

Prefeito faz balanço do carnaval de Salvador O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que, antes de discutir a criação de um novo circuito para o carnaval da capital baiana, é necessário garantir equilíbrio na distribuição do público entre os já existentes: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho). A declaração foi dada em entrevista à TV Bahia, nesta quarta-feira (18), após uma coletiva de imprensa. Houve registros de superlotação nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande em alguns dias da festa deste ano. “Antes mesmo de se pensar um novo circuito, porque demanda mais serviços, mais investimentos públicos e contratação de mais atrações, é preciso buscar esse equilíbrio”, afirmou. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O Conselho do Carnaval (Concar) montou uma comissão formada por arquitetos e profissionais de outras áreas para estudar a possibilidade de mudança do circuito Barra-Ondina, um dos principais do carnaval da Bahia, para a orla do Centro de Convenções. O circuito seguiria por quatro quilômetros na orla de Salvador até o bairro de Patamares. Segundo o prefeito, no domingo (15), dia mais movimentado do carnaval, reuniu quase 2 milhões de pessoas nos três principais circuitos: Pelourinho, Campo Grande e Barra-Ondina. De acordo com ele, cerca de 1,7 milhão de foliões estiveram no percurso Barra-Ondina, enquanto aproximadamente 900 mil circularam pelo Campo Grande. “O que a gente precisa fazer é este equilíbrio”, afirmou. Bruno Reis explicou que, quando há uma distribuição mais homogênea do público entre os circuitos, a operação do evento funciona dentro da normalidade. Prefeito Bruno Reis fala sobre a criação de um novo circuito no carnaval de Salvador TV Bahia Ele citou como exemplo a terça-feira (17), dia em que o Campo Grande registrou mais público do que a Barra-Ondina, o que, segundo ele, permitiu que a estrutura operasse sem sobrecarga. Para o prefeito, o principal desafio é fortalecer os circuitos já consolidados, especialmente o do Centro. Ele destacou a importância de valorizar o chamado “carnaval cultural”, voltado para famílias e para os soteropolitanos que mantêm uma relação histórica com o circuito Campo Grande. O gestor ressaltou que a criação de um novo percurso implicaria aumento de custos e ampliação da estrutura de segurança, saúde e limpeza urbana. Bruno Reis também avaliou que o carnaval no Centro foi “resgatado, revitalizado e imponente” durante sua gestão e que a tendência é de crescimento do público nos próximos anos, impulsionado pelo aumento da população e pelo retorno de turistas que desejam participar novamente da festa. Apesar disso, ele ponderou que a necessidade de novos circuitos pode surgir no futuro, diante da expansão da cidade e da ampliação do evento. “No futuro, vai ter essa necessidade. Mas, a curto prazo, a gente conseguiu adiar um pouco essa decisão e essa necessidade”, concluiu. LEIA TAMBÉM: Daniela Mercury avalia discussões sobre mudança de circuito do carnaval de Salvador: 'Vou brigar pela Barra e Avenida Sete' Conselho do Carnaval de Salvador cria comissão para discutir mudança do circuito Barra-Ondina para a orla da Boca do Rio Prefeitura de Salvador anuncia estudo de mudança do circuito Barra-Ondina para a orla do Centro de Convenções Daniela Mercury avalia discussões sobre mudança de circuito Daniela Mercury avalia mudança de circuito do carnaval de Salvador para Boca do Rio Em meio às discussões sobre a superlotação dos circuitos tradicionais do carnaval de Salvador, a cantora Daniela Mercury comentou a possibilidade de transferência da festa para um novo circuito, na região da Boca do Rio. O assunto é recorrente durante a folia na capital baiana, mas ela não é entusiasta da ideia. Em entrevista coletiva, na segunda-feira (16), a artista defendeu a preservação dos trajetos tradicionais da festa e afirmou que a história da cidade precisa ser considerada em qualquer decisão sobre mudanças estruturais. “Você conhece aquela marchinha de carnaval: ‘Daqui não saio, daqui ninguém me tira’? Eu acho que eles devem se manter, porque são históricos e a gente não pode abrir mão da história da gente, porque tradição não se faz da noite para o dia”. A fala fez referência aos circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande), que concentram trios elétricos e blocos há décadas. Daniela ressaltou que, embora reconheça a necessidade de discutir soluções para problemas como engarrafamentos e superlotação, é preciso que essas alternativas façam sentido do ponto de vista simbólico e cultural. “Eu sempre acho que é preciso que a população e o movimento natural dos blocos encontrem saídas para o aperto, engarrafamento, também em lugares que fazem sentido. É horrível desfilar em uma avenida que não tem a menor importância histórica”. Embora considere a orla "linda", Daniela teme que levar parte da festa em direção à Boca do Rio e bairros como Piatã provoque impactos negativos na mobilidade urbana. “Eu, pessoalmente, tenho apego a áreas históricas da cidade e tenho um pouco de receio que lá para o lado de Piatã crie uma dificuldade de mobilidade na cidade, mas isso não é uma questão que eu possa decidir sozinha. Estou aqui dando opinião de uma artista”, ressaltou. “Vou brigar pela Barra de qualquer jeito, pela Avenida Sete [de Setembro]. Vocês vão me ver deitar no chão, mas não saio daqui”. A artista também pontuou que qualquer expansão do carnaval precisa ser discutida de forma ampla. Para ela, decisões que impactam a cidade devem envolver moradores, artistas, blocos e o poder público. “Em relação à expansão, acho que a cidade precisa discutir o que os moradores querem, o que as pessoas acham que é bonito, incomoda. Entendo que todo mundo tem que decidir, o que não pode é um grupo pequeno decidir por toda cidade”, concluiu. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻